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Lançado semana passada nos Estados Unidos, o livro
“The Normal Bar” pretende desnudar a vida sexual de casais ao redor do mundo.
Baseada em uma pesquisa na internet com 100 mil pessoas de diferentes
nacionalidades, a publicação reforça algumas percepções sobre sexo -- a de que
os casados fantasiam com outras pessoas, por exemplo -- e derruba impressões
antigas, como a de que mulheres não gostam de pornografia ou que casais com
filhos transam muito menos que casais sem filhos.
Também quantifica, de maneira impactante, algumas
percepções populares. Como o fato de 45% dos homens ouvidos se sentirem
atraídos pelas amigas da mulher. Entre elas, a porcentagem de interessadas nos
amigos do marido é menor: 26%.
Escrito pela expert em relacionamentos Chrisanna
Northrup e pelos sociólogos Pepper Schwartz e James Witte, o livro é
autointitulado como “a mais vasta pesquisa sobre relacionamentos românticos já
feita”. Como o título sugere, a obra pretende definir quais são os padrões
sexuais e afetivos dos casais dos dias atuais. Para produzir esse painel, foram
ouvidos homens e mulheres em países como Canadá, Espanha, Itália, Inglaterra,
China, França, Austrália e Filipinas, entre outros.
Confira a seguir alguns dos dados mais
interessantes do levantamento:
Ouvindo 100 mil pessoas ao redor do mundo, pesquisa
"The Normal Bar" tentou desvendar o que os casais andam fazendo
debaixo dos lençóis
Infidelidade nos relacionamentos
Como mostra o dado já citado, pessoas casadas
fantasiam em fazer sexo com outras pessoas que não o marido ou a esposa. Mas o
levantamento mostra que esse desejo vai além das amizades dos parceiros. 90%
dos homens admitem que tem desejo por mulheres que conhecem, que podem ser do
trabalho ou de outro meio que eles frequentam. Já entre elas, a porcentagem é
de 61%.
“A sexualidade é anárquica e o nosso desejo também,
não é uma coisa que nós conseguimos controlar. O que podemos conter é nosso
comportamento diante disso. Trair é uma escolha”, explica a psicóloga e
terapeuta sexual Lana Harari, que não se surpreende com os dados apresentados.
E as pessoas que traíam, por que fizeram essa
escolha? O tédio aparece como grande motivo para os homens e também para as
mulheres, com 71% e 49%, respectivamente. O segundo lugar também foi o mesmo
para ambos os sexos, com as pessoas traindo porque estavam com raiva do
parceiro, com a porcentagem de 38% entre as mulheres e de 26% entre os homens.
Tudo o que você queria saber sobre o sexo
O livro traz ainda um calhamaço de dados quando se
trata das aventuras dos casais em suas camas. Tanto os homens quanto as
mulheres gostariam que seus parceiros fossem bem mais ousados na hora sexo. 94%
deles tem esse desejo. Já entre elas, a porcentagem é um pouco menor, 78%.
Além da ‘ousadia’, mulheres e homens também querem
outras coisas para o sexo ficar melhor com seus parceiros. Para ficarem mais
satisfeitas na cama, elas querem preliminares caprichadas (25%), mais romance
(20%) e espontaneidade e diversão (19%) de seus namorados e maridos.
A lista de três desejos dos rapazes é um tanto
diferente. Os homens querem que suas parceiras aceitem fazer coisas novas (30%)
e sejam mais ativas e menos passivas na hora do sexo (22%). Por fim, eles
querem que elas façam mais barulho durante a transa (16%).
“The Normal Bar” também indicou as duas posições
sexuais favoritas tanto dos homens quanto das mulheres. A posição
conhecida como ‘cachorrinho’ ficou em primeiro com 40% e a ‘cavalgada’ em
segundo, com 24%.
Entre os 25% dos casais que fizeram sexo anal,
apenas 6% das mulheres e 2% dos homens não gostaram.
Entre elas, o tradicional ‘papai e mamãe’ ainda faz
sucesso, levando 30% da preferência, ficando em primeiro. A ‘cavalgada’ também
ficou em segundo na preferência das mulheres, também com 24%.
A pesquisa internacional também revelou que 25% dos
casais já fizeram sexo anal
. Em países como França e Itália a porcentagem é maior, chegando a 46% e 45%,
respectivamente. Entre os indivíduos de todo o mundo que praticaram a
modalidade sexual, apenas 6% das mulheres e 2% dos homens não gostaram.
Orgasmo e pornografia
O prazer do parceiro não é uma preocupação de todos
os maridos e mulheres. 65% dos homens se preocupam se a parceira chega ao orgasmo . A porcentagem entre as mulheres é
parecida: 67% delas ficam atentas para saber se eles ‘chegaram lá’.
A pornografia tem mais apelo com os homens do que
as mulheres pesquisadas. 89% deles apreciam vídeos eróticos. Mas entre elas o
índice ficou longe da minoria: 59%.
O estudo mostrou uma diferença significativa nesse
tema. Os maridos e namorados preferem ver esse tipo de filme sozinhos, já as
esposas e namoradas gostam de vê-los ao lado dos parceiros.
A maioria mente para o (a) parceiro (a)
Muita gente pode ficar chocada, mas a mentira faz
parte dos relacionamentos bem-sucedidos. Pelo menos é o que sustenta a
pesquisa. 69% dos casais que se dizem felizes admitem que mentem ocasionalmente
aos parceiros. “São coisas como não contar o preço real de uma peça de roupa
cara para não desagradar o outro”, explicam os autores do livro.
“Mentir muitas vezes é uma forma de ter alguma
privacidade na relação, já que os parceiros de um casal frequentemente são
tratados como uma pessoa só, uma entidade única sem individualidade”, analisa
Lana. “Mas isso vira um problema quando a mentira é um segredo com a intenção
de prejudicar o outro”, pondera a terapeuta.
Menos sexo para quem tem filhos?
Ao contrário do que muita gente imagina, não há
muita diferença quando se compara a vida sexual de casais com ou sem filhos.
Nas duas situações, as porcentagens de pares que fazem sexo diariamente,
frequentemente, ocasionalmente ou raramente se equivalem.
Entre os casais sem filhos, as porcentagens exatas
são: 41% dos pares transam 3 a 4 vezes por semana, 26% poucas vezes por mês,
12% raramente e 9% uma vez por mês. Quando se fala em extremos, ambos os
números são baixos. 9% praticam sexo todo dia e 4% nunca o fazem.
Os casais com filhos apresentam dados quase iguais:
36% têm sexo 3 a 4 vezes por semana, 30% poucas vezes por mês, 15% raramente,
9% uma vez por mês, 6% diariamente e 6% nunca fazem. Vale lembrar que as
porcentagens não somam 100% porque os números são arredondados.
Ricardo Donisete
, iG São Paulo